4% dos alunos das universidades federais tem pensamento suicida



A saúde mental dos universitários é pauta de um grupo de estudantes que criou a Frente de Saúde Mental, com campanhas sobre o sofrimento psíquico no ambiente acadêmico. “Não é normal que a faculdade se torne um gatilho para ansiedade”. “Não é normal pensar todos os dias em desistir do curso dos seus sonhos”. São algumas das questões refletidas pelos alunos. Levantamento divulgado pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em 2016, revela que pelo menos 30% dos estudantes de universidades federais brasileiras já fizeram uso de medicação psiquiátrica, apresentando dificuldades emocionais para desempenhar suas atividades acadêmicas. Quase 60% sofrem de ansiedade, 20% de tristeza persistente, 10% de medo ou pânico, 32% de insônia, 6% tem ideia de morte e 4%, pensamento suicida.

Preocupados com os índices e, mais ainda, com os relatos frequentes de colegas com algum tipo de transtorno psicológico, um grupo de estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), juntamente com outros centros e diretórios acadêmicos, se mobilizaram criando a Frente Universitária de Saúde Mental. “A gente entendeu como esse tema é negligenciado”, conta Karen Maria Terra, estudante do segundo ano de Medicina da USP e uma das integrantes da Frente. “Apesar de ser uma pauta comum de muitas faculdades, são poucas as iniciativas de acompanhamento de alunos, que acabam surtando por conta de problemas que vão da sobrecarga da rotina à competitividade”.

Fonte: Univadis

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